| Esta cansado de ser o banana da turma? Não agüenta mais seus "amigos" zombando de você? Te enchem o saco porque você inocentemente responde tudo de forma ingênua? Seus problemas acabaram! |
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O que a baleia faz no teu cu?
Essa é uma das mais velhas
brincadeiras e já está caindo em desuso. Mas tem sempre alguém disposto a
usá-la. O primeiro impulso é responder "Nada!". É isso que seu colega
quer que você diga. Com essa resposta você estará dizendo que é
homossexual, pois tem um grande ânus onde até uma baleia pode nadar. O
melhor a ser dito é "Fica de fora". Aproveite que seu colega ficou
surpreso com sua malandragem e pergunte a ele "Aliás, você tem pentelho
no cu?". Se ele disser que tem, diga a ele "Fui eu que plantei". Se ele
disser que não, diga "Fui eu que tirei". Você já não será mais visto
como o mais idiota da turma.
Que time é teu?
O adversário quer que você diga o nome
de um time. Quando você responder "Vasco" (ou qualquer time inferior),
ele vai rir e dizer para todo mundo que o time inteiro do Flamengo "te
meteu". Conseguiu entender a relação entre "time é teu" e "te meteu"?
Sim, a pronúncia deixa tudo muito confuso. Mas há uma saída. Basta você
responder: "Bateu na trave entrou no teu". Normalmente, os outros
colegas que estão por perto e ouvem isso chegam a urrar para saudar a
inteligência da resposta. Agora você terá direito de bater no garoto
mais bobo do grupo.
Você está num navio com seu
cachorrinho chamado Nabunda. O barco afunda. Você leva Nabunda ou deixa
Nabunda?
Aqui, seu colega acha que te
encurralou bonito. Não há escapatória! Você vai acabar dizendo que leva
ou deixa na bunda. No momento de angústia, você pode até dizer que "leva
Nabunda" pensando que levar é melhor que deixar, já que quem deixa está
gostando. Mas calma, aí! Há um jeito de sair por cima! A resposta certa
é "Nabunda nada". Diga essa frase com calma, explicando que o cachorro é
inteligente e sabe nadar. O resto da turma vai ter certeza de que você é
o cara mais esperto entre eles e você terá, automaticamente,
autorização para pegar a irmã de qualquer um deles.
Qual é o aumentativo de dacueba?
A palavra "dacueba" não existe em
dicionário nenhum. Trata-se apenas de um jeito sórdido de tentar você
falar "dacuebão", que soaria como "dar cu é bom". Assim que você falar
isso, todas as outras respostas inteligentes que você deu antes irão por
água abaixo. Mas, calma. Tudo vai dar certo. O primeiro método de
evitar o golpe é dizer "dacuebaço". Mas existe ainda um contra-golpe. Ao
ouvir o desafio,faça uma cara confusa e murmure algo propositalmente
incompreensível,e num tom de voz abaixo do audível. Algo como
"toviassu". Quando seu oponente perguntar "o quê?", diga em alto e bom
tom: "Todo ***** é surdo!"‘. Será a glória. Seu prestígio entre a galera
está cada vez mais sólido. Seus amigos sempre vão te escolher entre os
primeiros na hora de formar um time para jogar uma pelada. Jamais vai
ser barrado no primeiro jogo, para fazer a de fora. E mesmo quando você
jogar mal,ninguém vai te dar esporro. Obs.: Esse processo serve também
para o caso do "pirueba" e suas variações.
Meu pai está pensando em fazer um
churrasco. Com 30 quilos de carne dá pra 20 comer?
Cuidado! Esta é perigosa ao extremo. O
malandro à sua frente quer que você pense" Se cada pessoa come menos de
um quilo de carne, 30 quilos são o bastante para 20 comerem ". Aí você
responde" sim "e vira um otário. Na verdade, ele está perguntando "Com
30 quilos de carne dá para vim te comer?" Sim, há um erro gramatical
nessa frase, pois o certo seria "vir te comer". Mas ninguém vai ligar
para isso quando você disser "dá, sim!". Então jamais diga isso, nem
acene a cabeça que sim. Diga "Acho que não. Mas também não sou bom de
contas. Como você, certo?" O cara vai ficar confuso e vai acabar dizendo
"certo". Nesse caso, foi você que o fez de trouxa. Perceba que sua
última frase pode ser interpretada como "Eu como você, certo?". Se seus
colegas não perceberem, chame a atenção para o fato. Você é quem manda
agora. Quando aquela gordinha que todos seus vizinhos pegaram aparecer
grávida, todos vão livrar sua cara. Mesmo que pelos cálculos você seja o
mais suspeito de ser o pai da criança, seus amigos vão dizer que o
filho pode ser de qualquer um deles, menos seu.
Você chegou há pouco de fora?
Você chegou há pouco de fora?
Outra pegadinha fonética. Não se
engane ao ouvir isso assim que tiver chegado a uma festa. O inimigo não
quer saber se você acabou de chegar da rua. Ele está perguntando mesmo é
se "você chegou a pôr o cu de fora?". Também temos um jeito para te
livrar desta. Primeiro responda "Não", de um jeito bem surpreso, como se
fosse impossível essa hipótese. Depois pergunte "Você está louco
hoje?". Se você, não percebeu, você está perguntando se ele "estalou o
cu hoje". Ele vai ser pego desprevenido e vai pensar por instantes em
como responder a esse truque. Na verdade, não há como ele se enrolar,
pois ele jamais responderia "estalei". Mas a coisa é tão simples que ele
vai suspeitar que a resposta mais óbvia seja um jeito de ser sacaneado.
Aproveite os breves segundos de indecisão e diga algo como "não lembra
mais, né?". É bobo, mas nesse ponto o cara já está fragilizado por você
não ter caído na gracinha dele e o resto da galera vai aproveitar e
sacaneá-lo também. Afinal, você já se tornou o cara mais maneiro do
grupo. Você já não paga nenhuma cerveja que bebe com os amigos, pois
ninguém acha justo te cobrar a dívida.
Qual o nome do carro do Speedy
Racer?
Este pode ser um teste de fogo. Speedy
Racer é um desenho japonês antigo, que fez muito sucesso e foi
recentemente reprisado na TV aberta em algum horário obscuro. Se alguém
lhe fez esta pergunta, é porque sabe que você é ligado em televisão e em
suas navegadas pela internet ou assistindo a programas de tarde na TV
já ficou sabendo o nome do carro. A tentação de provar seu conhecimento
vai ser enorme, mas jamais, jamais mesmo, responda "Match 5?". O nome do
carro de Speedy Racer é a senha para o seu rival dizer "Mete cinco?
Então toma!" ·e enfiar cinco dedos entre suas nádegas. Além da
desagradável sensação (ainda mais se você estiver usando calça de
moletom), você voltará a ser o mais mané da turma, pois todo seu
currículo não resistirá a um tropeço duplo. Você terá sido agredido no
plano das palavras e no plano físico. Há uma forma de tentar sair por
cima dessa. É uma manobra difícil e vai depender de seu talento
performático. Diga "Não sei. Era Trovão Azul?". Estamos supondo que como
o cara sabe o nome do carro do Speedy Racer, também é um aficionado
pelo gênero. Dizer que não sabe o nome do veículo do ás do volante e
ainda confundir com o nome do helicóptero de outro seriado de TV vai
tirar o sujeito do sério. Ele vai abrir a guarda e exclamar: "Não! Match
5!". Nesse momento diga" O quê? Meter cinco? É pra já!"e rapidamente
insira seus dedos na direção do orifício anal do rapaz. A humilhação
será dantesca e ele nunca mais se atreverá a tentar lhe passar a perna.
Não é necessário dizer que você é agora o maior herói de todos seus
amigos. Você não precisa mais fazer faculdade. Deixe que todos seus
colegas estudem, tirem diploma, montem seus escritórios ou suas próprias
empresas. Eles com certeza vão te chamar para ser seu" homem de
confiança ", o" seu braço direito". Vão achar que um homem como você não
precisa de estudos e que aliás você era muito inteligente para se
sujeitar ao esquema retrógrado que rege as faculdades. E aí seus velhos
amigos vão brigar para te ter como assessor. Escolha o camarada que lhe
oferecer o melhor salário e a secretária mais gostosa.
Neste calor, como sua a bunda, né?
Calma, rapaz. Sua cueca pode até
encharcar no verão, mas não concorde com seu colega. Na verdade, ele
está dizendo "como a sua bunda". É um truque fonético muito primário,
mas eficaz. Dizer simplesmente "não", já lhe evita um constrangimento
diante da sua turminha, mas há um jeito de soar mais esperto que seu
oponente. Disfarce e diga: "com um calor assim, você deve preferir ficar
num lugar aberto, com pouca roupa, uma chuvinha em cima…" Quando seu
amiguinho concordar, você já inverteu o jogo. Perceba que na última
oração, você também usou um subterfúgio fonético para dizer "um macho
vinha em cima", insinuando que um homem viria por cima dele, situação
com a qual ele concordou. Pronto, você acaba de deixar de ser o mais
idiota da galera. As pessoas vão pensar duas vezes antes de botar o pé
na frente quando você passar.
Você sabe fazer vitamina?
Não queira se gabar de seus dotes. No
momento em que você responder que sim, seu adversário irá dizer "Então
bate uma pra mim com mamão". Você talvez não entenderia quando todos os
seus amigos começassem a rir da sua cara. Veja, bem. O espertinho acabou
de lhe dar uma rasteira fonética, aproveitando a semelhança desta frase
ingênua com outra bem maliciosa: "Então bate uma pra mim com uma mão",
que seria o mesmo que "Masturbe-me usando uma de suas mãos". Horrível,
não? Então quando o canalha lhe perguntar isso, responda "Não, mas posso
te preparar uma banana. Pica pra você?". Pego de surpresa, ele ficará
com medo de dizer que quer uma banana inteira (que poderia ter
utilidades anais) e preferirá a fruta picada. Com isso, ele terá
aceitado uma pica, que é sinônimo de pênis no linguajar chulo. Assim,
você ganhou muito respeito entre a garotada. Eles nem vão mais implicar
com o fato de você ser viciado em RPG.
Você tem dado em casa?
Como jogador de RPG, ainda periga você
dizer que tem dado de quatro, se referindo ao número de faces da peça.
Se fizer isso, é melhor mudar de cidade. Na verdade, o bastardo está
perguntando se você tem sido sodomizado em seu próprio lar, já que o
verbo "dar", no imaginário popular, geralmente é usado para o ato de
oferecer o ânus ou a vagina. Pois é, você teria confessado algo que
nunca fez. Vamos tentar colocar seu adversário na posição de vítima.
Diga assim: "Não. Mas posso passar de bicicleta rapidinho na sua casa
para ver se tem lá. O problema é que tenho que encher o pneu. Não vi
posto nenhum na frente de sua casa. Por acaso tem posto atrás?". Se ele
disser "sim" ou mesmo um "mais ou menos", você está feito. Como? Ele
acabou de dizer que tem "posto atrás", ou seja, que tem "introduzido
algo em seu orifício
anal". Você acabou de derrotá-lo. Seus amigos já não vão mais rir tanto quando você declarar que gostou do refrão da música das meninas do Rouge.
anal". Você acabou de derrotá-lo. Seus amigos já não vão mais rir tanto quando você declarar que gostou do refrão da música das meninas do Rouge.
A que horas que o sol caminha
melhor?
Como você é uma criatura ingênua e
cooperativa, deve querer passar por cima da aparente falta de sentido da
frase que seu colega lhe formulou. Com toda sua boa vontade, vai achar
que ele simplesmente perguntou, de forma errônea, a que horas é mais
apropriado caminhar sob o sol. Tolo. Na verdade, seu inimigo está usando
mais um truque fonético para perguntar "A que horas soco a minha
melhor?". Levando em consideração que o verbo "socar" tem conotação
sexual, no sentido de "penetrar com força em estocadas regulares",
qualquer resposta sua com informação sobre horários será interpretada
como uma dica para o momento em que seu adversário pode sodomizá-lo com
mais facilidade. Para mudar drasticamente esse quadro humilhante,
aproveite a situação. Olhe para seu relógio, finja que vai lhe dar um
horário e, subitamente, diga: "Sabe de uma coisa? Quero vender meu
relógio. Sessenta no meu, rola?". Mesmo se não estiver interessando em
comprar, a tendência é que o canalha diga "sim", só para dar
prosseguimento à tentativa dele de zombar de você. Mas na hora em que
ele concordou com a oferta, o sujeito já estará sendo alvo de risos. Não
entendeu? É que você perguntou a ele "Se senta no meu?", ou seja, "você
repousaria as nádegas em meu pênis?". Agora suas opiniões já são
plenamente respeitadas pelo grupo. Você não será mais reprimido quando
mencionar algum defeito naquela menina que todo mundo acha sensacional.
Bonita sua camisa! Linho fio
grosso?
Que bom! Alguém finalmente reparou em
sua camisa de linho grosso, não? Acorde, bobão. O pulha está mesmo lhe
perguntando "Lhe enfio o grosso?", que significaria "Introduzo meu
membro de grande calibre em seu ânus?". Não fique assustado. Há como dar
continuidade à construção de sua nova imagem. Você pode dizer algo como
"Acho que não, mas se eu usar força rasgo a sua" ou partir para algo
mais complexo. Diga: "Por falar em moda, reparei que seu pé é grande.
Bota em você não aperta, não?". Achando que ter pé grande significa ser
dotado de avantajadas proporções penianas, seu adversário concordará.
Você não deve ter percebido, mas passou a perna no coitado, perguntando
"Botar em você não aperta?", ou seja, "Introduzir um membrosexual em
você dá a sensação de aperto no agente ativo da relação?". É,
companheiro. Chega de ser ridicularizado quando sua mãe lhe obrigar a
sair com um guarda-chuva em tempo nublado. Seus amiguinhos vão lhe achar
um rapaz precavido, em vez de um idiota obediente.
Há um índio sentado na floresta e
outro sentado no asfalto. Qual deles tem terra na bunda?
Não se trata de um simples teste de
lógica. A pergunta de seu colega tem fins obscenos. Ela significa "Qual
deles te enterra na bunda", uma forma marota de perguntar "Qual deles
introduz o pênis profundamente entre suas nádegas?". Chato cair nessa,
não? O primeiro passo é dizer "nenhum deles". Feito isso, aproveita o
tema "bunda" e diga "Por falar nisso, qual é a bunda mais virgem do
mundo?". Quando ele disser que não sabe, puxe a onda de risos coletivos
dizendo "Ah! Então você não garante que é a sua, ein?". É bobinha, mas
funciona. Ainda mais com o prestígio que você tem agora, deixando de ser
sacaneado por ser o único virgem da turma (seus amigos agora dizem que
sua virgindade é decorrente de seu elevado grau de exigência).
Fala com meu pau na goela!
Não há nenhuma zombaria escondida na
frase. Ela está mesmo escancarada. Seu inimigo lhe pôs numa situação
imaginária na qual qualquer coisa que você disser dará a entender que
você realmente estaria pronunciando algo com o pênis dele lhe tocando a
garganta por dentro. É sim uma idiotice, mas a brincadeira é muito
difundida em certas partes do país. Também não adianta ficar quieto,
pois seu adversário diria "Engasgou, né?". A melhor saída é inverter o
jogo com uma rima simples, que dá a impressão de agilidade mental. Diga
apenas "Sua mãe chegou, passo pra ela!". Seus colegas não vão ligar para
a possibilidade de você ter falado com o pênis do indivíduo na boca, e
sim com o fato de, nesse bizarro universo hipotético, a mãe dele ter
ficado com o membro entre os lábios. Essa jogada é mais um item em seu
glorioso currículo. Ninguém mais se lembra das vezes em que você apanhou
de coleguinhas que estavam uma série abaixo da sua na escola.
Quer ir a uma festa? Mas é a Festa
do Cu e do Pau. Qual você leva?
É uma pergunta difícil. Se você disser
que leva "o pau", numa ingênua tentativa de afirmar sua masculinidade,
seu oponente irá bradar "Ah! Você leva pau, né?", sugerindo que você
costuma receber pênis em suas entranhas. Se você disser que leva "o cu",
ele o chamará de homossexual, insinuando que você quer usá-lo de forma
passiva na tal festa. Uma boa forma de tirar o corpo fora e ainda abater
seu inimigo é dizer: "Vou levar seu cu, para lhe fazer companhia". Mais
risos gerais para laurear sua incrível ascensão social. Lembre-se que
você é praticamente um mito e não precisa mais esconder que não sabe
dançar nem dirigir.
Se eu vendesse antenas, por apenas
R$ 100 você levaria uma montada?
Opa, opa, opa! Muito cuidado. Não
aceite essa oferta. O biltre está querendo ludibriá-lo. A verdadeira
intenção da frase é perguntar se você aceitaria, por apenas R$ 100, ser
penetrado. Sim, pois repare que "levar uma montada" é a forma como
algumas pessoas se referem ao ato de se submeter à posição passiva numa
cópula. Vamos tirá-lo dessa enrascada. Diga assim: "Não, mas poderíamos
ser sócios nesse negócio. Para juntarmos dois mil, é só ter mil meu com
mil teu, certo?". Ele dirá "sim" e você terá enganado o trouxa com uma
complexa ilusão fonética. Repare que a expressão "com mil teu" equivale
acusticamente à "comi o teu", que por sua vez será compreendida por
todos como uma declaração confirmada de que você "introduziu o pênis
(comeu) no reto do paspalho". Não tem mais volta. Você é definitivamente
o rapaz mais comentado da região, por sua esperteza e bom-humor. É hora
de converter essa fama a seu favor, seja para ganhar dinheiro, vendendo
conselhos e dicas à molecada, seja para benefícios sexuais ou
sentimentais, com as mocinhas que o esnobavam antigamente.
Você pinta como eu pinto?
Essa pergunta é bem velha, do tempo em
que chamavam os órgãos sexuais masculinos de pinto. Mas ainda há
vítimas para ela. Preste atenção na hora de responder. Na verdade, seu
amigo está tentando ludibria-lo, perguntando se você brinca com o pênis
dele. O truque está na semelhança fonética com a frase "Você pinta com o
meu pinto?". A resposta é simples: "Não. Não pinto com broxa". Desse
modo você nega que usa o pênis dele e ainda insinua que ele não tem
vigor sexual. Como? Reparem que broxa, além de ser aquele instrumento
usado por pintores de parede é também um dos sinônimos para impotente.
Pode usar sem problemas. É muito eficaz. Seus amigos vão ficar tão
admirados contigo que jamais vão marcar um encontro para um dia que você
não puder comparecer.
Jacaré sabe andar em terrenos
alagados. Mas, jacaré no seco anda?
Opa! Calma lá, rapaz. Esta é uma
brincadeira da velha geração e é bem possível que seu pai já tenha sido
vítima dela. Não fale "sim", pois o adversário está lhe perguntando,
disfarçadamente, se um "jacaré no seu cu anda". Ao confirmar, você dará a
impressão de que é um homossexual, daqueles que deixam até um jacaré
andar em seu ânus. Seja frio e responda "jacaré não entra". Rapidamente,
pergunte ao seu colega "em buraco de toupeira, tatu caminha dentro?". O
espertinho vai dizer que sim, sem perceber que você perguntou "está tu
com a minha dentro", uma forma maliciosa de questionar se seu pênis está
dentro do indivíduo. Depois de inverter o jogo de maneira tão genial,
seus amiguinhos vão passar a respeitar mais seu juízo, deixando de
zombar de você caso use roupas estranhas que sua tia lhe deu de
aniversário.
Quem nasce em Pernambuco é
pernambucano. E quem nasce em Tilambuco?
Fique alerta quanto ao perigo dessa
cidade imaginária. Sim, ela não existe. Foi criada apenas para que você
responda "Tilambucano", que soaria como "Te lambo o cano" e lhe faria
passar por homossexual, pois cano pode ser encarado como "pênis". A
melhor resposta seria dizer "tilambucuano" ou mesmo "tilambucuense". Um
contragolpe a ser analisado é a resposta "tilambucuzão", que insinuaria
que o inimigo está sendo tocado no ânus. É claro que não seria nada
agradável passar a língua no ânus de um rival do sexo masculino, mas é
uma forma de fazer uma referência à disponibilidade de seu orifício, o
que é sempre humilhante.
Na sua casa, qual é a melhor
comida? A do seu pai ou da sua mãe?
Antes de pôr tudo a perder exaltando
as habilidades culinárias de sua mãe, perceba que o inimigo está
querendo fazer com que você diga que sua mãe é "uma boa comida", ou
seja, que você estaria indicando sua mãe para que todos a possuíssem. Ou
pior, que seu pai seria uma boa dica para uma "comida". Respire fundo e
com calma diga "Lá em casa sou eu que faço a comida. Mas não sou muito
bom. Vou chamar a sua mãe para ver se eu cozinho melhor". Talvez você
não tenha percebido, mas na última frase você disse, num truque
fonético, "vou chamar a sua mãe para ver seu ******* melhor". Parabéns,
você deu a volta por cima zombando da mãe do canalha. Se quiser dar um
golpe de misericórdia, continue dizendo "Quando ela vier, posso lavar a
louça. Mas se lavo, não cozinho. Se eu cozinho, não lavo". Veja que você
disse "Seu ******* não lavo", dando a entender que depois do serviço
feito, ainda deixaria o ânus da pobre senhora sujo. Depois dessa
sensacional tirada, seus amigos sempre vão consulta-lo antes de decidir
que filme irão ver em grupo, acabando com aquela fase em que todos iam
juntos ver um longa que você já tinha visto.
Você gosta de verdura?
Pobre daquele que disser que sim,
achando que está sendo consultado sobre suas preferências gastronômicas.
Perceba, pobre tolo, que o inimigo está perguntando se você gosta de
"ver dura", ou seja, se você aprecia vislumbrar um pênis em estado de
ereção. Há uma forma de evitar tal zombaria e ainda inverter o jogo a
seu favor. Veja bem. O primeiro passo é frear o instinto e não dizer
"sim". Também não diga "não", pois o inimigo pode dizer "ah! Você gosta
então é de ver mole, hein? Pra depois fazer ela ficar dura!". É uma
bobeira, é verdade. Mas as pessoas não se importam muito com isso quando
estão dispostas a rir de alguém. Então aproveite esse clima de
predisposição para a aceitação de frases idiotas e diga "Só gosto do
quiabo cru da sua mãe". Todos irão se esbaldar ao ouvir algo parecido
com "que abro o cu da sua mãe". É rapaz. As coisas estão cada vez
melhores para você. Todo mundo agora acha você uma pessoa que sabe
exatamente o que é engraçado ou não. Eles vão até achar hilário quando
você usar um bordão de um personagem de novela ou de reality-show.
Você na sua casa tem tomada atrás
do sofá?
Não se trata apenas de uma frase mal
construída. É também uma frase mal-intencionada. Seu adversário está
querendo que você diga que você tem sido penetrado analmente atrás de um
estofado de seu lar. Ainda não percebeu como? "Você na sua casa tem
tomado atrás do sofá?". Isso é o que ele quis dizer, garoto. Viu como é
fácil ser enganado? Mas não se aflija. Basta dizer, em tom enérgico:
"Por quê? Você mexe com força?". Com isso você terá criado uma frase de
duplo sentido, na qual pergunta se ele exerce uma profissão como a de
eletricista e também se ele, ao ser possuído sexualmente, agita os
quadris com vigor. Se em meio aos risos de seus colegas, o bastardo
ainda ensaiar uma reação com um desesperado "E se você fosse
eletricista? Mexeria com força?",espere um momento, deixe o silêncio
tomar conta do ambiente e diga "Só em fio grosso". Suas palavras soarão
como "só enfio o grosso". Pronto. Mais um brilhante episódio de sua
ascensão ao posto de líder da turma. Todas as novas bandas de região vão
te chamar para integrar o grupo, nem que seja para ajudar na letra ou
tocar pandeirola.
É verdade que você não gosta de tomar café expresso?
É verdade que você não gosta de tomar café expresso?
Cuidado. Se você fosse um idiota sem
acesso a nossa orientação, o desfecho do diálogo seria assim: – "Por
quê?" – "Porque no coador é melhor" (tradução: porque no cu, a dor é
melhor) Temos um jeito para tirá-lo dessa enrascada, supondo que você
esteja sentado relaxadamente em algum lugar. Mas é preciso certo talento
teatral. Faça cara de dúvida e peça um tempo para pensar. Levante-se e,
com a mão no queixo (como se estivesse decidindo se gosta ou não de
café expresso), conduza naturalmente seu inimigo para o local onde você
estava sentado antes. Ao ver que o oponente sentou ali na vaga que você
ocupava, faça uma expressão de espanto e, com um sorriso malicioso no
canto da boca, diga: "Mal saí e você sentou na minha levantada!". Seus
colegas vão entender a frase como se significasse que seu inimigo sentou
em seu membro ereto (a minha levantada = meu pênis em riste). Em meio
aos urros e gargalhadas de seus amiguinhos, perceba que o futuro será
bem mais seguro de agora em diante, rapaz. Não precisa se preocupar em
estudar nem mesmo em trabalhar de verdade. Diga a todos que você está
entrando para o ramo de Relações Públicas, Hostess e afins. Como você é
agora uma lenda viva na região, todos os organizadores de festas pagarão
para que você divulgue ou diga que irá a seus eventos sociais, nem que
seja só para ficar na porta no início de cada festejo. Dinheiro fácil!


